WISHBONE

A Wishbone foi criada por Emory Bellard (Texas Longhorns), mas a verdadeira história por trás dessa criação ainda é contada de formas diferentes em vários lugares.

A história que mais me “satisfaz” é que Emory Bellard foi montando essa formação ao longo de sua jornada como treinador.

Primeiro como assistente de Ox Emerson na Alice High Scool, observou o técnico recuar um Guard para o Backfield tentando melhorar suas corridas com um corredor mais pesado compensando os bloqueios de uma linha que não consegui abrir espaços com facilidade. Depois observando a “Monning T” de Charles Cason, quando o enfrentou como técnico da Breckenridge High School.

No final dos anos 50, Bellard adotou as abordagens básicas de Cason e Emerson, vencendo dois campeonatos por Breckenridge em 1958 e 1959 e um por San Angelo Central High em 66, usando uma formação parecida com a futura wishbone.

Em 1967, Bellard foi contratado por Darrell Royal e tornou-se coordenador ofensivo um ano depois. Após ver o Texas A & M vencer o time de Alabama no Cotton Bowl Classic de 1968, Royal instruiu Bellard a criar um novo ataque com triple option. Bellard usou o que já havia implantado no High School com a opção tripla de Stalling (Texas A & M) e as variações do “Veer” de Homer Rice.

A nova formação ofensiva chamou a atenção do cronista esportivo Mickey Herskowitz, que apelidou a formação de “fúrcula” (Pulley bone). Royal concordou, mas mudou o nome para “Wishbone” (Osso da sorte).

O wishbone foi criado para executar a Triple Option com um Full Back. O Full Back vira um bloqueador extra! Na defesa, o cornerback deve cobrir o Wide Receiver, o safety deve apoiar a scrimmage na corrida e a cobertura do cornerback, a linha defensiva ataca o Quarterback e o Full Back dive, sem saber pra qual lado é a corrida. Isso coloca 8 jogadores com atribuições defensivas em cada lado da bola no pré snap, mas a defesa só tem 11 jogadores, ficando sempre em duvida do que deixar descoberto.

O ataque é desenhado para bloquear 5 defensores em cada lado da bola, deixando o defensor com menor perigo sem bloqueio. Outras variações podem deixar até 3 defensores ou mais, sem bloqueios. Se o ataque consegue fazer a defesa se preocupar com o Full Back dive, o lead pode bloquear o Defensive End ou o Safety e criar uma jogada de campo aberto no 1 contra 1.

O ataque prepara as jogadas para ficar no 1 contra 1 no jogo corrido ou no 1 contra 1 no jogo aéreo.

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